Nasceu David Jonh Moore Cornwell, mas adotou o apelido Le Carré por gostar da “sonoridade das palavras”. E assim ficou conhecido no mundo da literatura: John Le Carré. Oitenta e nove anos depois de ter nascido em Poole, Inglaterra, o espião-escritor, o autor implacável do romance de espionagem que se opunha a que os seus livros concorressem a prémios literários e que não gostava que fossem adaptados ao cinema (“é como ver bois transformados em caldos de cozinha”, dizia), encontrou a morte numa cama de hospital no Royal Cornwall, vítima de pneumonia. Stephen King, o rei da ficção de terror e do suspense, descreve-o como “um gigante literário”.

Trabalhou para os serviços de inteligência secreta de 1950 a 1964 e, passando-se por diplomata, foi espião na Alemanha, mas a carreira como agente terminaria quando a sua identidade foi denunciada por um outro agente. A partir daí dedicou-se à escrita. “Sou um mentiroso. Nascido para mentir, preparado para isso, treinado para isso por uma indústria que vive da mentira. Experiente nisso como romancista”, afirmou ao seu biógrafo Adama Sisman.

PORMENORES
Projeção mundial
Foi com o ‘O Espião que Saiu do Frio’, em 1963, que alcançou a fama. O escritor já trabalhava para os serviços secretos mas os responsáveis acharam que a novela não constituía risco de segurança. Ainda assim, foi aconselhado a adotar um pseudónimo.

Obras no cinema
‘O Alfaiate do Panamá’,‘A Casa da Rússia’, ‘A Toupeira’ ou ‘O Fiel Jardineiro’ também deram origem a filmes.

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