Morreu nessa sexta-feira o músico português Carlos do Carmo. O fadista faleceu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com 81 anos de idade e mais de 50 deles nos palcos.

Carlos do Carmo era filho da também fadista Lucília do Carmo e do livreiro Alfredo Almeida. Seus pais eram proprietários da casa de fados “O Faia”, onde começou a cantar. Em 1964 iniciou a carreira artística, onde se tornou conhecido após o sucesso de canções como “Bairro Alto”, “Fado Penélope”, “Os Putos”, “Um Homem na Cidade”, “Uma Flor de Verde Pinho”, “Canoas do Tejo” e “Lisboa, Menina e Moça”.

Em 2014, Carlos do Carmo foi o vencedor do Grammy Latino de Carreira. Sua última apresentação nos palcos foi no dia 9 de novembro de 2019, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Poucos dias antes, em uma apresentação no Coliseu Porto Ageas, fez um discurso emocionado ao público: “Não é meu costume, mas os velhos controlam-se com mais dificuldade.” Naquela ocasião, recebeu também a Medalha de Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, pelo seu “inestimável contributo” para a música portuguesa.

A Enciclopédia da Música Portuguesa no Século XX aponta Carlos do Carmo como “um dos maiores referenciais” no fado. O estilo do artista teve influências de várias referências externas, como a Bossa Nova, do Brasil, e cantores como Frank Sinatra, Jacques Brel e Elis Regina. Carlos do Carmo foi um dos principais embaixadores da Candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade.

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