Portugal deve ainda decretar estado de emergência sanitária nos próximos dias. Casos de Covid-19 tiveram grande aumento nos últimos dias.

O governo português quer oficializar os meios legais que permitirão aplicar medidas para frear a segunda onda de Covid-19. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2) pelo primeiro-ministro, António Costa. Uma das medidas anunciadas e já valerá a partir de amanhã é um lockdown “parcial” de 15 dias.

As novas medidas anunciadas são menos rígidas do que as adotadas no início do ano: as escolas permanecerão abertas, assim como os restaurantes e os estabelecimentos comerciais não essenciais, mas com horário reduzido. Além disso, o governo proibiu os deslocamentos sem justificativa entre cidades e determinou o uso obrigatório da máscara nas ruas.

O anúncio foi feito após uma reunião entre o primeiro-ministro e o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que tem o poder de declarar o estado de emergência após consultar o Parlamento. O Executivo deseja assegurar que, do ponto de vista jurídico, terá carta branca para limitar a liberdade de circulação de pessoas, estabelecer controles de temperatura ou convocar trabalhadores dos setores público e privado para lutar contra a pandemia, explicou Costa.

Ao ser questionado sobre a possível adoção de um toque de recolher, o primeiro-ministro afirmou que, durante o estado de emergência, “nada impedirá que, se necessário, se limite a circulação entre 23h e 6h, com exceções, pois algumas pessoas trabalham durante a noite”.

Mais de sete milhões de portugueses, 70% da população, serão afetados pelo novo lockdown, por pelo menos duas semanas. Na semana passada, Portugal superou a barreira de 4.000 contágios diários. O país já registra 2.544 vítimas fatais da Covid-19 no país.

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