Há exatos 30 anos, no dia 24 de novembro de 1991, uma das principais vozes do mundo do rock se calava para sempre. Com apenas 45 anos, o vocalista do grupo Queen, Freddie Mercury, perdia a vida após uma intensa batalha contra o vírus da AIDS.

Vale lembrar que naquela época o mais eficaz tratamento contra a doença ainda era a azidotimidina (AZT) e os coquetéis antivirais ainda não haviam sido descobertos. Além disso, os portadores do vírus ainda tinham que enfrentar o preconceito da sociedade global. Mesmo com tantos boatos sobre sua saúde, Mercury somente anunciou oficialmente que era soropositivo apenas um dia antes de morrer.

Os sinais de que o artista, declaradamente homossexual, convivia com o vírus pareciam claros para os fãs: a banda não fazia turnês desde 1986. Depois disso, em raras aparições públicas, ele estava bem mais magro e, nos dois clipes que foram feitos para promover o álbum Innuendo, as imagens eram em preto e branco e Mercury aparecia com muita maquiagem ou fantasiado.

Naquela época foi gravada também a canção The Show Must Go On, uma espécie de despedida do cantor para todos aqueles que o acompanhavam. A letra da música, inclusive, diz: “O show tem que continuar / vou enfrentar com um sorriso / eu nunca vou desistir”.

Nascido em Zanzibar, atual Tanzânia, em 5 de setembro de 1946, sob o nome de Farrokh Bulsara, o artista é até hoje lembrado com carinho por muitos admiradores e fãs em todo o mundo. Suas canções ainda embalam romances, espetáculos esportivos e sua voz merece um lugar especial na história da humanidade. Exemplo disso é que, em 2016, um grupo de cientistas austríacos, checos e suecos investigou o vibrato e o tom de voz de Freddie Mercury. A investigação mostrou que os vibrato (vibrações produzidas pelo tremor nervoso no diafragma e laringe para libertar a nota de voz) variam de 5,4 Hz a 6,9 Hz. Chegando a 6,9 Hz já é extraordinariamente poderosa. Foi constatado que o vibrato da voz de Freddie Mercury era de 7,04 Hz, muito acima da média.

Em novembro de 2018, a biografia do cantor chegou ao público por meio do filme Bohemian Rhapsody. O norte-americano Rami Malek interpretou tão bem Mercury na produção que recebeu no ano seguinte o Oscar de melhor ator.

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