Morreu neste domingo (14) aos 90 anos o ex-presidente da Argentina, Carlos Menem. Ele foi o político que comandou a Argentina por mais tempo de forma ininterrupta (1989 a 1999) e se destacou pela política de privatização e forte abertura às importações.

Formado em Direito, Carlos Menem também foi governador de sua província natal, La Rioja, em duas oportunidades. Quando ocupava a presidência, promoveu uma reforma na Constituição de 1994, quando introduziu a reeleição presidencial imediata, além de retirar a obrigatoriedade de professar a religião católica para quem exerce a presidência argentina.

Durante seu mandato, Menem perdoou os maiores responsáveis pela última ditadura (1976-1983) que haviam sido processados, bem como membros de organizações guerrilheiras. Além disso, ele foi o único presidente latino-americano a aderir à aliança ocidental para participar da Guerra do Golfo (1990-91), com o despacho de dois navios.

Menem concorreu à presidência novamente em 2003 e venceu o primeiro turno com 24% dos votos, contra 22% do peronista Néstor Kirchner. No entanto, ele se recusou a participar do 2º turno por perceber o risco de uma avalanche de votos para seu rival.

Em 2019, Menem também foi condenado a três anos e nove meses de prisão pela fraude na venda de um imóvel na década de 1990. Segundo a Suprema Corte, o ex-presidente desviou recursos públicos na transação comercial. Para ser preso, no entanto, ele deveria ser condenado também pelo Senado, o que não ocorreu.

Sobre seus problemas de saúde, o ex-presidente argentino teve uma grave pneumonia diagnosticada em 13 de junho, piorada por seus problemas de diabetes, e isso afetou seriamente sua saúde nas últimas semanas.

Ele foi internado primeiro no Instituto Argentino de Diagnóstico (IADT). Depois, quando foi transferido para o Sanatório Los Arcos, no bairro portenho de Palermo, para fazer um check-up de próstata, ele foi diagnosticado com uma infecção urinária que complicou seus problemas cardíacos.

Mais recentemente, na véspera de Natal, ele foi induzido ao coma após apresentar insuficiência renal. Ainda chegou a ser despertado e se sentia melhor, mas acabou falecendo neste domingo.

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