A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Coimbra anuncia a criação de um projeto inclusivo das pessoas com deficiência intelectual no acesso a espaços culturais.

Com este trabalho distinguido pela Humanitas — Federação Portuguesa para a Deficiência Mental, no âmbito do Prémio Criar Para Inovar, a APPACDM quer promover a inclusão com auxílio “de guias em linguagem simplificada e de uma prévia preparação da visita do grupo com ‘pontes visuais’ – uma forma de bilhete que explica o que os utentes vão visitar, quando e onde”.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a associação, presidida por Helena Albuquerque, revela ter apresentado ao concurso da Humanitas “dois projetos de inovação social na área da deficiência intelectual”, nas áreas da cultura e da reciclagem.

Foi premiado o trabalho “A cultura também é para nós”, desenvolvido em parceria com espaços culturais de Coimbra, como o Exploratório, o Jardim Botânico, o Convento de São Francisco e o Museu Nacional Machado de Castro. “O projeto vencedor contribui para a anulação do estigma e do estereótipo e também para a definição de diferenças que fazem com que neguemos o acesso a determinados bens ou a capacidade de a eles chegar”, afirma, citado na nota, o presidente do júri, Álvaro Laborinho Lúcio, escritor, jurista e professor universitário.

Com esta iniciativa, segundo o antigo ministro da Justiça, a APPACDM demonstra que “não olha a pessoa com deficiência para tentar promover uma qualquer utilidade, mas que a olha como pessoa, ponto final”. Através da segunda candidatura apresentada, desenvolvida na sua Unidade Funcional de Arganil, o ArgusRecycling, a APPACDM pretende “sensibilizar a comunidade para reduzir, reciclar e reutilizar”. “O projeto recolhe, separa e prensa materiais recicláveis para posterior valorização. Tem como objetivos melhorar as condições ambientais da localidade, aumentar a sustentabilidade financeira da unidade da APPACDM em Arganil e melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência intelectual”, informa a instituição.

O Prémio Criar Para Inovar distingue “projetos no âmbito da deficiência intelectual que se destacam pelo enriquecimento intelectual, pelo impacto nos meios de comunicação social e na sociedade e pela mudança de atitudes e comportamentos da sociedade em que se desenvolve”. A Humanitas, da qual a APPACDM de Coimbra é associada, representa mais de 5.000 pessoas com deficiência intelectual, apoiadas por pelo menos 30 instituições portuguesas.

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