Ministro da Economia está confiante na recuperação do turismo. Mas as empresas não pensam da mesma forma.

Na hotelaria, as expectativas apontam para uma Páscoa com “pouco movimento”. Se a recuperação do setor se iniciar nessa altura, será muito “lenta” e “gradual”.

“A minha perspetiva para o turismo a médio prazo é muito otimista”, disse Pedro Siza Vieira no final de outubro.

As expectativas do ministro estão focadas na Páscoa, que no próximo ano se celebra em abril.

“As empresas devem preparar-se para o regresso do turismo a partir da Páscoa”, disse, após um encontro com o presidente da Organização Mundial de Turismo.

Se no início da pandemia o setor acreditava que a recuperação iria acontecer de determinada maneira, essas previsões acabaram por se mostrar falhadas.

“Esperávamos que a recuperação tivesse começado mais cedo e que o verão tivesse sido mais positivo”, diz ao ECO José Theotónio, CEO do Grupo Pestana

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal diz que o desempenho do turismo “está a ser pior do que se previa porque a pandemia está a prolongar-se no tempo”.

Francisco Calheiros afirma mesmo que “as perspetivas iniciais já estão completamente desatualizadas” e que, se em abril se apontavam perdas entre os 50% e os 52%, neste momento as estimativas apontam para quedas a rondar os 70%.

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