A decisão da Uefa em autorizar a presença de torcedores nos estádios durante a Eurocopa deixou muita gente entusiasmada. Mas será que foi uma boa ideia? Para as autoridades da Finlândia e da Dinamarca, tudo indica que não foi.

Os países detectarem surtos de coronavírus em torcedores que viajaram para as partidas. Na Escócia, por exemplo, já foram confirmados cerca de 1.500 casos.

“Estamos claramente preocupados”, é a afirmação de Hans Kluge, funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS) responsável pela Europa, em referência à competição esportiva.


Motivos para isso não faltam: Na reta final do torneio, o número de casos também está aumentando no Reino Unido, e o país vai sediar as duas semifinais e a final do torneio nos próximos dias. E detalhe, mais de 60 mil torcedores são aguardados no estádio de Wembley para esses jogos. A pergunta que fica é: Por que a Federação Inglesa de Futebol autoriza isso enquanto o relaxamento das regras no restante do país foi adiado? Enquanto essa resposta não vem, as multidões seguem rumo aos jogos.

Segundo a Uefa, “as medidas para conter a pandemia foram totalmente coordenadas com os regulamentos das autoridades sanitárias locais relevantes em cada cidade”. Mas o ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, não concorda com isso e considerou o comportamento da entidade como “absolutamente irresponsável”.

Enquanto o torneio de futebol está prestes a terminar, os olhos agora se voltam para os jogos olímpicos, que serão no Japão e podem ser realizados sem a presença de público: “Há a possibilidade de não haver espectadores”, disse o chefe de governo japonês, Yoshihide Suga, “Para nós, a saúde e a segurança dos cidadãos japoneses é nossa prioridade máxima”.

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